Para quem opera no TOTVS Protheus, outubro traz uma mudança estrutural na forma como o sistema trata o fiscal. Com a release 2610, o controle das movimentações fiscais passa a ser exercido pelo Configurador de Tributos. O TES — cadastro de Tipos de Entrada e Saída que exerceu essa função por anos — não é desativado, mas deixa de comandar o cálculo, permanecendo restrito a integrações.
A TOTVS definiu junho de 2027 como prazo final para que todas as empresas migrem da release 2510 para a 2610.
Este artigo explica o que muda na prática, por que o prazo é mais apertado do que parece à primeira vista, e como planejar os próximos meses.
O que muda na prática
Até a release 2510, o TES concentrava a inteligência fiscal da operação — era ali que ficavam as regras de tributação, alíquotas e comportamento de cada movimento de entrada e saída.
Com a 2610, essa responsabilidade passa para o Configurador de Tributos, que opera com lógica própria de regras e dependências. É nele que a configuração fiscal da empresa precisa passar a existir.
O TES continua na base, sendo consultado por integrações. Mas o comando do cálculo é do Configurador.
Por que junho de 2027 chega antes do que parece
O erro mais comum é tratar essa mudança como uma atualização de versão — tarefa de infraestrutura, com escopo e prazo previsíveis.
O verdadeiro desafio é outro: migrar a configuração fiscal acumulada ao longo dos anos.
Bases operando há tempo acumulam um volume relevante de regras, exceções e particularidades — muitas vezes definidas por pessoas que já não estão mais na empresa. Levar tudo isso para o Configurador significa, no processo convencional, recriar cadastro por cadastro, manualmente, respeitando a ordem de dependência entre eles.
E há um fator multiplicador: esse trabalho se repete integralmente em cada empresa e filial do grupo. Uma operação com vinte CNPJs não conduz uma migração — conduz vinte, em paralelo.
É por isso que projetos iniciados tarde costumam descobrir, no meio do caminho, que o cronograma não fecha.
O encontro com a Reforma Tributária
Existe uma segunda razão para priorizar essa migração já em 2026, e não deixar para 2027.
É no Configurador de Tributos que IBS e CBS — os tributos que substituem o modelo atual dentro da Reforma Tributária — passam a ser tratados no Protheus.
Isso coloca os dois movimentos no mesmo ponto do calendário. Uma empresa que ainda não saiu do TES não está apenas atrasada em relação a um prazo da TOTVS — está sem a base preparada para a adequação fiscal que vem logo em seguida.
Quem antecipa resolve as duas frentes juntas. Quem posterga acumula as duas no mesmo trimestre.
Por onde começar
Três verificações que cabem nesta semana:
- Em que release a operação está hoje. Se a resposta for 2510 ou anterior, o prazo de junho de 2027 já está correndo.
- Qual o volume real da configuração fiscal atual — número de TES ativos, exceções cadastradas, particularidades por operação. É esse o volume que precisará existir no Configurador.
- Quantas estruturas societárias vão repetir esse processo — empresas, filiais, grupo. É esse número que define se o projeto é pontual ou um programa de meses.
Com essas respostas, o dimensionamento do esforço deixa de ser estimativa.
Planejamento reduz o risco
O gargalo dessa transição não é técnico, é operacional: volume de cadastros, dependências entre eles e a necessidade de manter consistência entre diferentes empresas do grupo.
Esse é justamente o tipo de projeto em que uma consultoria especializada na mandala TOTVS faz diferença — dimensionando o escopo real, priorizando o que precisa migrar primeiro e acompanhando indicadores ao longo da execução, para que a operação chegue à 2610 sem sobressaltos e já preparada para IBS e CBS.
Quer entender o tamanho real desse projeto na sua operação? Fale com a equipe Progmud.

